Eu não sei o motivo, mas adoro colocar água para ferver e escrever enquanto a mesma vive esse processo. Não sei explicar, mas isso faz com que eu sinta mais paz. E depois que a mesma ferveu, coloco em uma térmica e faço meu chimarrão. Amo tomar chimarrão enquanto estudo. Essa carta é a sétima que escrevo, e estou amando esse processo de escrever para as pessoas mundo afora. É especial e faz as pessoas se sentirem assim também, coisa que gosto muito: fazer os outros se sentirem únicos!
Durante a maior parte dos meus dias estou estudando ou lendo alguma coisa, e, em certos momentos, confesso me sentir desanimada e insegura com o que será da minha vida quando ninguém mais estiver por perto. Me sinto muito dependente em certos momentos, e queria muito saber mais detalhes sobre a vida dos neurotípicos, porque os detalhes da minha vida sempre envolvem algum tipo de medo. Sinto muito medo de viver. Minha mãe diz que isso não é coisa que ocorre só comigo; que todos sentem-se amedrontados em várias situações. Isso me conforta, mas não retira o sentimento.
Um dia quero olhar para o mundo com mais audácia. Quero ser destemida e me jogar nas oportunidades que a vida me der pelos caminhos que eu quiser trilhar. Estou construindo isso aos pouquinhos, e me inclino a dizer que sinto orgulho das coisas que faço, mesmo que sejam de um jeitinho mais demorado, ou que, muitas vezes, não sejam tão bem compreendidas pelo meu entorno; estou me permitindo. Compartilho isso só para dizer que não importa a condição... continuo mais humana do que nunca, assim como você.
Modestamente,
Victória.

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